Pela liderança das 24 Horas do Algarve passaram 5 Equipas. No final os mais eficazes a completarem 506 voltas, ou se preferirem 2354kms, foram os “rapazes” de Lousada com as cores da Termolan.
Lideraram durante 144 voltas. Quem foram os outros candidatos à vitória?

>> PUMA/OnRising – 110 voltas na liderança e pole position – esta “joint venture”, os reforços Francisco Abreu e Miguel Cristóvão, que se juntaram aos habituais Lourenço Beirão da Veiga, Luis Cardoso, Rui Madruga, Pedro Moleiro e Rodrigo Paiva, não poderia ter dado melhor resultado! Logo nos treinos cronometrados conseguiram o 1º lugar com uma margem de 0.128s para a G-Tech1 com quem andaram taco a taco até à 120ª volta. Uma penalização por excesso de velocidade na via das boxes abriu as hostilidades para alguns problemas. Seguiu-se uma pastilha de travão partida, uma jante rachada e falta de gasolina que obrigaram a mais 3 paragens forçadas nas boxes. Para fechar a 20 minutos do fim, um rolamento gripado.

 

>> G-Tech1 – 95 voltas na liderança – depois de terem vencido as 6 Horas do Estoril, apresentavam-se na linha da frente dos candidatos à vitória. Aos habituais Fernando Mayer Gaspar, Diogo Lopes, Duarte Pires, Ricardo Pereira e Vasco Ferreira, juntou-se Diogo Matos, mais habituado a afinar e guiar fórmulas. Todos juntos formaram uma das Equipas mais homogénea e rápida da grelha de partida, complementada por uma gestão de boxes muito eficaz. A quebra de uma jante e uma longa espera pelo reboque, terminaram com as pretensões da Equipa de 

Cascais. Mesmo assim conseguiram recuperar de um atraso de 4 voltas para terminarem na volta do líder.

 

>> GMBM – 87 voltas na liderança – à assistência da Gianfranco Motorsport, Bernardo e Gonçalo Manahu (Pai e Filho), chamaram para o volante do C1 #997, Ginho Rodrigues, Eduardo Leitão, Simplício Taveira e Rui Meireles. Nos treinos cronometrados conseguiram a melhor classificação de sempre com um 4º lugar na grelha de partida. Durante as primeiras horas andaram sempre na mesma volta do líder, mas foi à 133ª volta que conseguiram chegar ao 1º lugar da classificação. Até à 263ª foram alternando com o Team Nata conforme iam parando nas boxes para as habituais operações. Pareciam que estavam no bom caminho até serem afetados pelo problema das jantes partidas que também os arredou da luta pela vitória.

 

>> TEAM NATA – 70 voltas na liderança – Gonçalo Inácio, Tiago Marques, Nuno Vinagre, Valter Fernandes, Gil Filipe e Duarte Aguiar, pegaram no numa carrinha onde puseram “meia dúzia” de ferramentas e fizeram-se à estrada. Nos treinos cronometrados, um cálculo mais otimista atirou-os para o final da grelha de partida por falta de peso. Chegaram à liderança da prova à volta 121 onde foram alternando com a GMBM e Termolan até à volta 281. Pelo meio, os Pilotos, foram tratando de fazer as paragens nas boxes para troca de pneus/pilotos e abastecimentos. Nas operações mais complexas contaram sempre com a ajuda de outras Equipas. Mas foi numa destas paragens que começaram a comprometer a corrida, com uma saída para a pista antes dos 5 minutos obrigatórios, obrigando-os assim a fazer uma paragem extra. Também tiveram um problema numa jante mas conseguiram chegar até à box e trocar por uma emprestada por outra Equipa. Mesmo assim, mantiveram a pressão até ao final e terminaram apenas a 49 segundos da liderança.

Não há que esconder que a quebra de jantes foi sem dúvida o calcanhar de Aquiles desta prova. Foi algo que em 4 corridas de 6 Horas disputadas na temporada de 2019 não foi um problema. A fadiga do material, aliada às altas temperaturas do material durante períodos mais longos são as causas para este problema. A Organização já está a trabalhar numa solução que passa por abrir como opção jantes de alumínio, que a seu tempo anunciará a todos os Participantes.